Alguns dias atrás, os cientistas descobriram que a lua de Júpiter, na Europa, pode ter cloreto de sódio em sua superfície, o equivalente ao nosso sal de cozinha. Foi usando uma análise espectral da luz visível desta lua que os cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia conseguiram identificar a substância.

O oceano subterrâneo da lua de Júpiter na Europa se parece com os oceanos da Terra?

Para sua informação, a Europa é um satélite totalmente coberto de gelo, com um diâmetro de 3.121 quilômetros. A temperatura média em sua superfície é - 160 ° C. A Europa é o quarto maior entre os satélites de Júpiter e o sexto no sistema solar. Uma das características mais notáveis dessa lua congelada é sua superfície gelada, sob a qual existe um oceano líquido com cerca de 90 quilômetros de profundidade. Embora esta descoberta não garanta que o cloreto de sódio encontrado veio do oceano subterrâneo salgado da Europa, sugere que este se pareceria com os oceanos da Terra do que se pensava anteriormente.O grande interesse científico despertado por esta nova informação certamente relançará uma missão de exploração para estudar melhor as águas subterrâneas do satélite. Nesse sentido, a missão Europa Clipper da NASA, em direção a esta lua, está programada para decolar em 2022-2023.

Em 1979, a sonda Voyager 1 forneceu, pela primeira vez, uma imagem detalhada da superfície da Europa. Descobrimos então uma superfície quase desprovida de grandes crateras e, por outro lado, atravessada por longos buracos, dobras e cristas, que se acreditava consistir em icebergs flutuando na água ou neve derretida. No final da década de 1990, a missão Galileo finalmente encontrou evidências da presença de um oceano de água salgada líquida na superfície da Europa. No entanto, os avistamentos foram poucos para os cientistas fazerem qualquer dedução sobre a profundidade e o quão salgado é o oceano. Hoje, um novo estudo, publicado na revista Science Advances, mostra que pode ser cloreto de sódio, ou sal de cozinha normal, assim como na Terra.Isso tem implicações importantes para a (potencial) existência de vida nas profundezas da Europa.

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